SAUDAÇÃO POR OCASIÃO DA VISITA DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PROF. DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA, AO PALÁCIO DE SÃO LOURENÇO

SAUDAÇÃO 

DO REPRESENTANTE DA REPÚBLICA PARA A REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA POR OCASIÃO DA VISITA DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, PROF. DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA, AO PALÁCIO DE SÃO LOURENÇO 

30 de JUNHO de 2016  

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Senhor Presidente da República,

Excelência,

Permita-me, antes de mais, expressar a Vossa Excelência o imenso gosto e a grande honra que é para mim e para a minha mulher recebê-lo neste Palácio de São Lourenço, na sua primeira visita oficial à Região Autónoma da Madeira.

Vossa Excelência vai ficar num Palácio que foi outrora bastião defensivo contra ataques de piratas, residência de Governadores, sede de enviados de um poder central autoritário e distante, e até mesmo palco de revolta contra uma ditadura que menorizou e ignorou os povos das ilhas.

Mas Palácio que hoje é um espaço de colaboração institucional e de solidificação do regime autonómico que a Constituição da República, traduzindo as históricas aspirações deste povo, em boa hora instituiu.

Onde um filho da terra, que orgulhosamente sou, procura todos os dias colaborar com a ação dos órgão próprios do poder regional, estreitar os laços entre os órgãos de soberania e esta Região, e contribuir com o melhor do seu esforço para o aprofundamento da autonomia. 

Senhor Presidente,

Excelência,

Estas ilhas que o recebem de braços abertos, e que tão bem conhece, têm muita honra em ser o destino de uma das suas primeiras visitas oficiais.

Aqui encontrará, nos madeirenses e portossantenses que o estimam e admiram, um povo orgulhoso da sua identidade, das suas tradições e da sua história, e que se sentem integralmente portugueses, como demonstraram desde sempre ao longo da nossa história remota e recente.

Mas ao visitar esta Região Autónoma Vossa Excelência está também a abraçar o Mundo.

Porque, muito mais dos que os cidadãos que residem nestas ilhas, são aqueles e seus descendentes, bem mais de um milhão, que a diáspora levou às quatro partidas do mundo.

E, como bem salientou Vossa Excelência, no discurso do Dia 10 de Junho, estes concidadãos “são tão ou mais importantes que nós”.

Cidadãos como o Sr. Alcino Vieira, aqui presente para o receber, emigrante na Venezuela há mais de quarenta anos, que connosco partilhou também no dia 10 de Junho a sua história de vida, a quem o sucesso não apagou as saudades da terra e o amor ao país que o viu nascer.

São esses portugueses, em que a Madeira e o Porto Santo se desdobram e multiplicam, que olham para esta visita com particular esperança.

Esperança que a atenção que o mais alto magistrado da nação lhes dedica possa contribuir para trazer dias mais serenos e tranquilos, pois são incertos e sombrios os dias que hoje muitos atravessam.

 Esperança que Portugal e a Região Autónoma da Madeira possam ser um ombro amigo, corporizado em Vossa Excelência, que os defenda lá fora, e os reconheça cá dentro.

Esperança que possam finalmente voltar um dia à sua terra, não porque fogem, mas porque o seu País e a sua Região lhes podem proporcionar as condições que tiveram um dia de procurar algures.

É com esse futuro maior com que muitos portugueses da Madeira e Porto Santo sonham quando olham para o exemplo do seu Presidente.

E é também com este povo de trabalho e persistência que pode Vossa Excelência contar para construir o Portugal de amanhã.

Seja portanto bem-vindo, Senhor Presidente.

Na Madeira e no Porto Santo está em sua casa.